A indução da diminuição da absorção de alimentos foi a primeira tentativa de tratamento cirúrgico da obesidade, mas por várias razões quer por perda insuficiente de peso, reganho de peso quer por complicações graves, foram abandonadas na década de 60.
No entanto, na década de 70 iniciou-se em Itália com o Dr. Scopinaro uma nova era nas cirurgias malabsortivas – Derivação Biliopancreática – onde nenhum segmento do intestino delgado era disfuncionalizado, diminuindo assim os problemas hepáticos provocados pelo bypass jejunoileal e, associava os dois princípios básicos da cirurgia bariátrica – restrição – dada pela gastrectomia horizontal distal que deixa uma bolsa gástrica com um volume compreendido entre 200 e 500 c.c. e a – malabsorção – produzida pelo braço ileal distal de 250 cms entre o estômago e o cólon ( braço alimentar ) e a anastomose do braço biliopancreático ( conduz a secreção hepática e pancreática necessários para a absorção ), ligado nos últimos 50 cms do ileum distal.
Marceau em 1993 e Hess em 1998, modificaram o processo de Derivação biliopancreática, primeiro realizando um tubo gástrico ao longo da pequena curvatura com ressecção da grande curvatura gástrica ( 70- 80% ), preservando o piloro, com anastomose do primeiro segmento duodenal ao braço entérico alimentar, primeiro sem dividir o duodeno, agrafando-o somente, para posteriormente realizar a secção completa do duodeno criando assim a chamada – Derivação Biliopancreática com Switch Duodenal.



