Decidi ser operado que testes necessito de realizar?
Se vai ser operado há uma data de testes que deverá realizar, não só para tentar descobrir se há alguma razão para a sua obesidade como para verificar se o seu estado de saúde e se necessário tomar medidas para que a cirurgia decorra sem problemas. Assim tem que realizar os seguintes exames:
• Sangue: Hemograma, ureia, glicose, creatinina, ácido úrico, sódio, potássio, plaquetas, tempo de protrombina, tempo de tromboplastina parcial, TGO, TGP, Fosfatase Alcalina, Gama Gt, Colesterol total, HDL, LDL, Triglicerideos, Hemoglobina A1C, T3, T4, TSH, FSH, LH, Estradiol, Insulina, Prolactina, Somatomedina C.
• Urina: urina de 24 horas – cortisol
• Coração: – Electrocardiograma – Ecocardiograma modo M Bidimensional
• Ecografia abdominal
• Rx pulmonar
• Se tiver apneia de sono ou IMC superior a 50 Kg/m2 Provas Funcionais Respiratórias
• Endoscopia Digestiva Alta para avaliarmos o estômago, visto que vamos actuar sobre ele.
Necessito de consultar os membros da equipe multidisciplinar?
A cirurgia de obesidade não é mais do que uma arma que temos á mão para combater o flagelo que é esta doença, multifactorial na sua génese, portanto todas as ajudas que tivermos para melhor manipularmos esta arma melhor a saberemos utilizar e muito provavelmente melhores serão os resultados desta terapêutica, portanto para optimizarmos este tratamento, é obrigatório sermos seguidos por uma equipe multidisciplinar, assim as consultas de psicologia, nutrição, medicina interna/endocrinologia são obrigatórias.
Necessito de fazer uma dieta pré-operatória?
Nem sempre é necessário fazer uma dieta pré-operatóriamente mas, em particular nos doentes que possuem uma obesidade central, o fígado normalmente encontra-se demasiado aumentado de volume, tornando a cirurgia muito mais complexa, por vezes tornando-a mesmo impossível de realizar e, nesses pacientes é obrigatório realizar uma dieta hipocalórica pelo menos durante um período de 3 semanas pré-operatóriamente para o obrigar a perder entre 10 a 20 kgs, tornando a cirurgia realizável com muito maior facilidade, diminuindo assim a impossibilidade de a realizar.
A laparoscopia é garantida?
Normalmente estas cirurgias são realizadas por via laparoscópica, na nossa experiência de mais de 1.700 doentes só tivemos de converter em 2 situações, no entanto há que ter em conta que quando realizamos cirurgias de reintervenção esta probabilidade aumenta muito, porque existem já aderências que aumentam a dificuldade cirúrgica e o risco de se poder ter de converter. Embora por regra a laparoscopia seja a via preferencial nada nos diz que não tenhamos que fazer a conversão para cirurgia por método clássico – cirurgias de redo, fígados aumentados de volume, complicações inusitadas como hemorragia, perfuração ou outras que possam por em risco a vida do doente.
O que fazer para minimizar o risco de Trombose Venosa Profunda e Tromboembolismo Pulmonar?
Sabemos que o risco de trombose venosa profunda e tromboembolismo pulmonar está aumentado nos doentes com obesidade mórbida, por isso, para diminuirmos este risco, vai-lhe ser administrado no dia anterior à cirurgia uma heparina de baixo peso molecular, que continuará a fazer no pós-operatório imediato e até ao 10º dia. Nos casos em que existam antecedentes de trombose profunda, insuficiência venosa, tromboembolismo pulmonar prévio, outras medidas serão tomadas para evitar que estes episódios se repitam, como a bandagem dos membros inferiores, podendo chegar mesmo a haver necessidade de se introduzirem filtros na veia cava inferior
Que complicações são possíveis?
As complicações que podem advir de uma cirurgia de obesidade são várias e dependem do tipo de cirurgia que se realizar. Assim as complicações precoces da colocação de uma banda gástrica estão fundamentalmente na dependência da colocação de uma prótese e, a complicação mais habitual é a infecção da prótese – na nossa experiência de mais de 1.700 doentes aconteceu somente em 3 doentes (0,017%) e, quando acontece implica a remoção da banda e antibioterapia para combater a infecção e posteriormente poderá colocar novamente outra banda, que não quer dizer que volte a infectar ( 2 dos 3 doentes colocaram novamente a banda), outras complicações estão descritas como a perfuração gástrica, lesão hepática, esplénica ou outras ainda muito mais raras que na nossa experiência nunca aconteceram.
Se a cirurgia a realizar for uma cirurgia de bypass gástrico ou derivação biliopancreática, a complicação mais importante e que mais vezes acontece (5 – 8% ) dos casos é a fistula ( saída de conteúdo do estômago ou das vísceras ocas para a cavidade abdominal ) que, faz com que estas cirurgias tenham uma mortalidade de cerca de 2,5%. A outra complicação mais frequente é a hemorragia que pode aparecer das linhas de sutura
O cabelo poderá me cair?
A queda de cabelo é mais frequente com as cirurgias mais malabsortivas, no entanto pode aparecer em todos os tipos de cirurgia e, normalmente é uma queda transitória que poderá melhorar francamente com a ingestão de compostos com zinco
Como é realizado o follow-up?
Necessito de realizar exames pós-operatórios?
Qual o tempo de recuperação após a cirurgia da obesidade?
A nossa grande experiência em cirurgia bariátrica, significa que a maior parte dos nossos pacientes tem uma recuperação rápida e sem complicações.
A nossa média de internamento para cirurgia com banda gástrica é de 1 dia, bypass gástrico entre 2 a 4 dias.
Que quantidade de peso é esperado eu perder?
A maior parte dos doentes perde entre 60% a 80% do excesso de peso, a maior do qual entre os 18 e os 24 meses, seguintes a cirurgia bariátrica.
Pode a cirurgia bariátrica ser reversível?
A cirurgia com banda gástrica ajustável é completamente reversível. A cirurgia com bypass gástrico é potencialmente reversível. A cirurgia com sleeve é irreversível.
Porque escolher a Clínica Dr. António Sérgio
Os nossos cirurgiões, têm evidenciação e qualificação para a cirurgias bariátricas e já realizou milhares de processos nos últimos 20 anos praticamente dedicados a esta patologia.
